popular e erudito


 
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Cultura de massa e algumas besteiras que deixo escapar...
 
 
   
 


Sábado, Fevereiro 23, 2008
 
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Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008
 
Fim dos Tempos



"The Happening" é o título do novo filme de M. Night Shyamalan, diretor e roteirista dos cultuados "O Sexto Sentido", "Corpo Fechado", "Sinais", "A Vila" e "A Dama na Água".
Dono de uma filmografia curta, porém invejável, Shyamalan conta agora com o auxílio dos astros Mark Wahlberg e John Leguizano para narrar a história de uma família que tenta sovreviver a uma crise ambiental de proporções catastróficas.
O filme, que no Brasil leva o título de "Fim dos Tempos", tem estréia mundial prevista para o dia 13 de junho.
Para tornar mais suportável a espera, o site Cinema em Cena disponibilizou uma versão legendada do trailer americano.
Clique aqui para se arrepiar com as já habituais cenas regadas à silêncio e abstração, marcas registradas de Shyamalan.

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Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
 
Fast Food

¹ Mais um motivo para sentir inveja dos editores da Rolling Stone: os bonitos já ouviram cinco músicas do novo cd da Madonna, que só deve ser lançado em abril. Enquanto a gente siacaba nos 17 segundos que vazaram de "4 minutes to save the world", a bíblia da cultura pop americana publicou no seu site o seguinte comentário:

"Os fãs que achavam que Madonna chegando aos 50 estaria perdendo a inspiração não precisam mais se preocupar. O novo CD vai além da future disco bem-feitinha de ‘Confessions’ e tem uma cara mais urbana, funky e tem a colaboração de Timbaland, Pharrell e Justin Timberlake”.

Tá legal. Bota mais lenha na fogueira messsssmo!


² E enquanto o cd novo não sai, Madonna negocia a distribuição do seu primeiro filme, "Filth and Wisdom", com o site de downloads Itunes. Daí que o filme não vai passar nos cinemas e vai direto para a internet. Se é mais uma jogada de marketing da diva ou puro medo de dar merdão nas bilheterias, a gente nunca vai saber. Dizem as más linguas que o filme é ruim, mas cá entre nós, nunca que algum crítico vai falar que um filme da Madonna é bom.


³ E os ingleses elegeram pela 1543645346846346ª vez o melhor álbum de todos os tempos. É sempre assim. Quando não estão apostando todas as fichas em algum "next best thing", eles resolvem olhar para o passado e atualizar as listinhas. A pesquisa foi realizada com 11.000 pessoas, e dessa vez quem se deu bem foram os briguentos do Oasis. O disco "Definitely Maybe", aparece em primeiro lugar, seguido de "(What's the Story) Morning Glory?", em segundo. Ah, fala sério, esse resultado só serve para mostrar que os fãs dos Beatles estão batendo as botas, já que agora eles estão perdendo até para o Radiohead.
Confira a lista completa abaixo:

1º - Definitely Maybe - Oasis
2º - (What's the Story) Morning Glory? - Oasis
3º - OK Computer - Radiohead
4º - Revolver - Beatles
5º -The Stone Roses - The Stone Roses
6º - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - Beatles
7º - London Calling - The Clash
8º - Under the Iron Sea - Keane
9º - Dark Side of the Moon - Pink Floyd
10º - Urban Hymns - The Verve
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Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
 
GENTE, PÁRA TUDO!

Eu aqui falando da Lindsay Lohan mordendo a fronha enquanto o Fidel Castro renuncia ao poder em Cuba???

****remorso****

Diferente de Lindsay-mordendo-fronha, esta é uma coisa que realmente não acontece todo dia.

É que agora, recuperando-se de uma cirurgia, o intestino do Fidel não funciona mais tão bem. Sacou?

Não vai ter merda o suficiente para espalhar pelo país inteiro...



Daí que a melhor parte da carta de renúncia é esta aqui:

"Falo isso sem drama."

Hahaha... drama? Drama é ter ficado 49 anos no poder.
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Lindsay morde a fronha



Daí que a locadibala Lindsay Lohan cheirou todas na balada e agora anda por aí achando que é a Marilyn Monroe.

****brincadeira****.

A musa da rehab for teenagers posou para a revista New York Fashion recriando o último ensaio feito por Monroe antes de sua morte. Nessa foto dá para comparar o porte das duas e ver que a Marilyn (no detalhe) não fazia muito esforço para ser sexy. Já a Lindsay precisa de muito mais que um lençol transparente e uma peruca loura.

Mas, falando sério, nem faz diferença se é a Lindsay, Britney ou Paris na capa da New York Fashion, pois o que realmente chama a atenção é a manchete no canto inferior direito da revista... Reparou?



Super de bom gosto soltar uma matéria sobre a “vida dupla de Heath Ledger” algumas semanas depois da morte do mesmo em circunstâncias trágicas. E eu, carniceiro, to me coçando de curiosidade para saber o que Heath escondia tão bem assim de todo mundo. Vai dizer que você não está?
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Sorria, meu bem, sorria



E ninguém tá mais filiz que a Denise Fraga em "Queridos Amigos", que estreou ontém na Globo. Tipos que depois de anos rebaixada à quadros do Fantástico, a atriz não consegue esconder a cara de boba alegre nem nas cenas mais dramáticas da personagem Bia. É que de tempos em tempos a Globo lembra de alguém que está na geladeira (assim como a Regina Casé ano passado em Amazônia) e escala para ser filha da Honorável Fernanda Montenegro (bate!) num projeto (que parece) bacana. Resta saber quanto tempo a felicidade vai durar, já que as minisséries globais costumam começar bem e perder totalmente a graça na segunda semana.
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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
 
Enquanto isso, num cinema perto de você...



Cloverfield - Monstro

Todo o excesso de expectativa depositado sobre "Cloverfield", produzido por J.J. Abrams, o criador de Lost, não foi em vão. Trata-se de um dos mais eletrizantes filmes catástrofes já feitos no cinema americano, e muito disso se deve ao incrível realismo de suas cenas. Com narração em primeira pessoa, vemos como a festa de despedida de Rob se transforma num verdadeiro inferno depois que um monstro (de origem não explicada) começa a atacar Nova York. Rob e alguns amigos, entre eles Hud (que filmava a festa e segue registrando em primeira pessoa toda a trajetória posterior), iniciam uma fuga desesperada na tentativa de salvar Beth, amiga e (quase) par romantico do protagonista. A partir daí, "Cloverfield" transforma-se num emaranhado de sequências tira-fôlego, que culminam num final ímpar e até ousado para um blockbuster. Utilizando atores desconhecidos e apostando no medo "do que não se vê", o diretor Matt Reeves atinge um excelente resultado final e entrega um filme que tem todos os elementos necessários para se tornar cult. A dica para quem vai ver é: respire fundo nos primeiros 15 minutos de projeção, porque o restante é de fazer pular da cadeira.
Nota: 10,0


Desejo e Reparação
Filme vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme na categoria Drama, o que o torna um dos favoritos à disputa principal do Oscar. "Desejo e Reparação" é um drama de época dirigido por Joe Wright, de "Orgulho e Preconceito", que conta a história de Brioni Tallis (Saorsi Ronan, Romola Garai e Vanessa Redgrave), uma pré-adolescente mimada que vive com a família em uma luxuosa propriedade. Ela passa o tempo escrevendo peças teatrais e mantém uma paixão platônica por Robbie (James McAvoy) filho de uma empregada que, por sua vez, é apaixonado por Cecilia (Keira Knightley), irmã de Brione. Em circunstâncias que não convêm revelar, Brione, então com 12 anos, presta um falso testemunho contra Robbie. E então, o que vemos no desenrolar da história são as dolorosas mentiras que sua mentira tem na vida do rapaz e de sua irmã.
Embora seja atestado a incomparável qualidade técnica do filme (fotografia, direção de arte, trilha sonora, som), "Desejo e Reparação" sofre de uma profunda falta de objetividade. Só entendemos exatamente onde o filme quer chegar no seu apático final. Isso faz com que a história torne-se cansativa e arrastada, principalmente após a primeira passagem de tempo. Nem mesmo a edição não convencional, que mostra a mesma cena de diferentes ângulos, conseguiu segurar a barra. Chega a ser mais chato que "As Horas", outro filme (sem-pé-nem) cabeça que faz o público amargurar durante sua duração. Entendam, não é um filme ruim, é apenas cansativo.
Nota: 6,0




Juno
Azarão na disputa pelos principais Oscar do ano, "Juno" é uma comédia dramática indie que se tornou uma grata surpresa entre os indicados. O filme conta a história da personagem título (Ellen Page, de Menina Má.com), que tem que enfrentar uma gravidez precoce aos 16 anos. Após desistir de um aborto, ao descobrir que seu bebê já tinha unhas (!!!??), Juno decide procurar um casal para entregar a criança assim que nascer. Ela acaba encontrando Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman), um belo e aparentemente bem-sucedido casal que se anima com a adoção. A partir daí, acompanhamos toda a trajetória da protagonista durante os nove meses de gestação, incluindo seu flerte com Bleeker (Michael Cera), o pai do bebê, com quem ela mantém uma relação imatura. Com uma trilha sonora escolhida a dedo, e que chegou ao nº1 das paradas nos EUA, "Juno" é um filme que emociona e diverte na medida certa. Seus personagens bem trabalhados e desenvolvidos tecem uma trama aparentemente banal, mas que é apenas um pretexto para discutir a dificuldade humana de assumir/aceitar o "não-estar pronto".
Nota: 10,0


Eu sou a lenda
Adaptado do livro homônimo, e que já teve duas versões anteriores para o cinema, "Eu sou a lenda" poderia ser bem melhor se tivesse menos vocação (e investimento) para blockbuster. Não que não seja ótimo passar boa parte da duração (apenas) na companhia do astro Will Smith, acompanhando sua luta pela sobrevivência em meio ao caos calmo; mas após o decepcionante final, fica claro que com menos holofotes o diretor Francis Lawrence poderia fazer seu filme transitar por diversas vertentes sem ter que terminar em redenção.
"Eu sou a lenda" conta a irresistível história de Robert Neville, último homem em uma cidade infectada por um vírus que transforma seres humanos em criaturas da noite. Na companhia de seu cachorro, Neville tenta sobreviver enquanto trabalha numa cura para a tal doença, mas, pelo que se vê, está longe de chegar a um resultado.
Em excelente sintonia diretor/ator, Smith e Lawrence tecem com competência a teia em que Neville está vorazmente envolvido: ele não tem mais ninguém (sua mulher e filha morreram num acidente de helicóptero) e, mesmo assim, é a última esperança para todos. O primeiro e o segundo ato do filme beiram a perfeição. Mas quando o personagem central recebe a visita inesperada de Ana (a brasileira Alice Braga) e seu filho, descobrindo enfim que não está sozinho, a tensão se quebra no que deveria ser o ápice da produção, transformando "Eu sou a lenda" num filme apenas bom.
Nota: 7,0
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Vaneeeeeeeessa



Que o "Sim", último cd da Vanessa da Mata, é ruimpracaráleo você jé deve saber, né? Pois eu não sabia. E tipo que ser ruim não impediu o álbum de ter uma posição considerável na lista dos melhores álbuns de 2007 publicada na revista Rolling Stone, muito menos de alcançar o 1º lugar entre os cds mais vendidos do país. Tá bom que a musiquinha que ela gravou com o Ben Harper é um bom carro-chefe e muita gente deve ter comprado por isso. Mas parece que depois de tanto "ai-ai-ai" a promissora intérprete-compositora resolveu pesar a mão nas composições e acabou parindo "coisas" como "Pirraça":

"Quindim, bombom, churros, bomba, paçoca, suspiro, cocada, jujuba
Quindim, bombom, churros, e vejo o tempo parar
Parar
O tempo pirraça
"

Heim? né-não? Nem dá pra acreditar que é da mesma autora das ótimas "A força que nunca seca" e "Não me deixe só".
Mas no meio de toda essa algazarra lírica, "Sim" tem um bom momento. Vanessa compôs uma ótima música dor de cotovelo: "Você vai me destruir". Flertando com a eletrônica, é uma boa surpresa, direta, dançante e bem interpretada.
Daí que dor de cotovelo não tem raça, não tem cor. É sempre igual pra todo mundo. E você não precisa ser cult ou viajar na maionese para entender (e gostar) disso:

"Você vai me destruir
Como uma faca cortando as etapas
Furando ao redor
Me indignando, me enchendo de tédio
Roubando o meu ar
Me deixa só e depois não consegue
Não me satisfaz"

É disso que a gente precisa, Vanessa. Uma boa trilha sonora pra mandar o(a) ex pro inferno.
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Bota na conta do Lula

Daí que o nosso presidente da república ficou superfiliz com o Urso em Berlin e resolveu bancar a jaula pra guardar o bicho.

****brincadeira****.

Lulu Inácio parabenizou a equipe do filme Tropa de Elite pela vitória no 58º Festival de Berlin com seguinte declaração: "(o prêmio)Vai projetar os problemas do Brasil, mas também vai projetar as eficiências e vai mostrar para o mundo que o Brasil não é apenas um País com lado ruim. O Brasil tem coisas ruins, o Brasil tem coisas boas, como qualquer país do mundo".

- Lula, te conto qual é o lado ruim do Brasil?



Nem precisa.
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Nunca serão!



Bem feito. Após ficar de fora da comitiva brasileira pró-Oscar de filme estrangeiro (no qual perdeu o lugar para o sem sal "O Ano em que meus pais sairam de férias"), Tropa de Elite A-RRA-SA em Berlin e leva o Urso de Ouro (prêmio entregue ao melhor filme) num dos festivais de cinema mais importantes do mundo. Eu só queria trocar uma idéia com esses caras que selecionam o filme representante do Brasil no Oscar para saber por que cargas d´água um filme com a qualidade técnica e de potencial como o longa de José Padilha (foto) é vetado numa competição desse porte. Daí dizem que não é essa imagem que temos que exportar do Brasil, ou que "O Ano em que..." tem mais "cara de Oscar". Arg! Puro "achismo". Ainda bem que na indústria cinematográfica existem pessoas como o produtor Harvey Weinstein, que sabe quando está diante de um grande filme e não exitou ao enviar a saga do Capitão Nascimento para tentar uma vaga em Berlin.
Quem sabe ano que vem "Tropa de Elite" não chega aos principais indicados ao careca dourado pelo mesmo caminho traçado por "Cidade de Deus" em 2004. Lembram-se? O filme foi esnobado pelos votantes da categoria de filme estrangeiro em 2003 (que não são os mesmos votantes das outras categorias), mas no ano seguinte, com um bem sucedido relançamento nos cinemas americanos, foi indicado a 4 prêmios (edição, roteiro adaptado, fotografia e a prestigiada categoria de direção, para Fernando Meirelles). Não levou nenhuma estatueta para casa, mas foi uma ótima forma que a Academia encontrou para dizer aos críticos da imprensa estrangeira que eles não entendem nada cinema.
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It´s Jackson, bitch!



E não é que o cd da Britney é legalzinho? Tenho ouvido bastante esses dias, junto com a edição especial do Thriller do Michael Jackson. Tá total artista decadente a minha playlist, eu sei. Mas meu, Thriller é Thriller, né... Independente de todos os rumos obscuros que Jackson tenha tomado depois, o álbum é um divisor de águas na música pop. As novidades são os remixes feitos para esta edição, comemorando os 25 anos de lançamento. Não chega a ser um banho de modernidade, mas são interessantes.
E a Britney? Bom... a Britney tenta, e, entre uma internação e outra, dá pra ouvir "Piece of Me" e "Toy Soldier" sem nenhuma ponta de remorso. Ela está se tornando a figura pop mais subversiva de todos os tempos e muito disso está escancarado no álbum "Blackout". A melhor coisa é que não tem balada chorosa: o cd é pra bombar na pista e criar calo nos pés.
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E parece que tem alien na área. Saca esse vídeo mequetrefe que mostra um disco voador sobrevoando o céu de Araraquara. Daí você vê os comentários que vêm logo abaixo: "A intenção primária do vídeo não era enganar ninguem, por isso apresenta certas caracteristicas que revelam tratar de uma montagem como o efeito da sombra por exemplo." Nem precisa falar né. Tipo que só sendo um e.t. muito out para perder tempo sobrevoando o céu de Araraquara.


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